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Entre
os tipos de câncer que afetam a população
feminina, o de mama é o que tem merecido a maior
preocupação das mulheres. Primeiro, porque,
apesar de todos os avanços científicos, a
mortalidade por essa doença não se tem reduzido
de forma importante no mundo todo. A
outra razão, mais subjetiva e não menos importante
para a maioria das mulheres, deve-se ao fato de que, até
pouco tempo atrás, a única forma de tratamento
era a mastectomia radical - ou seja, a retirada não
só da mama, mas também de parte da musculatura
do tórax e da axila.Esse tipo de cirurgia, embora
tenha representado e ainda hoje represente a salvação
de inúmeras mulheres, tem em seu caráter mutilador
um elemento de agressividade que fere a sensibilidade da
mulher e, freqüentemente, é visto com mais receio
do que a possibilidade de cura.Ou seja, muitas mulheres
chegam a preocupar-se mais com o problema estético
da mutilação do que com a própria gravidade
da doença. É que, muito mais do que um órgão
de estímulo sexual, a mama é, na realidade,
quase que o próprio símbolo de feminilidade
e, especialmente entre nós, ocidentais, tida como
a própria essência da condição
feminina.Os dois fatores, longe de levar a um maior controle
da doença, ao contrário têm sido um
entrave ao mesmo. Inúmeras mulheres adotam, em conseqüência,
uma atitude fatalista em relação ao câncer
da mama, a qual se resume em duas trágicas (e falsas)
expectativas: primeiro, a extirpação da mama;
depois, a morte inevitável...............Leia
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